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REVISTA SAÚDE - EDITORA ABRIL

A polêmica dos clareadores dentais

Governo quer regulamentar venda de produtos de farmácia que prometem deixar os dentes mais brancos

por Gabriela Queiroz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Você se lembra de quando os antibióticos eram vendidos de maneira mais fácil e indiscriminada? Em que se comprava na farmácia aquele medicamento da pesada para resolver uma dor de garganta? Pois é, então você deve se lembrar, também, de que, não faz muito tempo, a venda desses remédios sem prescrição médica foi proibida — agora, para adquiri-los é necessário ter em mãos uma receita datada e assinada e, dentro da farmácia, os funcionários têm de fazer um controle rígido, contando a dedo o número de caixas vendidas.

Mas por que falar de antibióticos se o assunto envolve clareadores dentais? Porque algo parecido pode acontecer com essa classe de produtos. O acesso fácil a eles, inclusive por meio da internet, e o uso indiscriminado têm preocupado a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. O órgão do governo já começou a se mexer para criar uma legislação a fim de controlar melhor o que pode ser comercializado nessa área — a ideia é que os clareadores em formato de adesivo tenham de ser prescritos por um dentista. Os cremes dentais com propriedades branqueadoras não entram nessa história. Eles continuam à venda sem restrições no mercado.


O motivo da proposta 
Segundo o Conselho Federal de Odontologia, o mais preocupante é o acesso, sem fiscalização alguma, aos agentes clareadores dentais em sites de compra coletiva. Para que haja um maior controle, a entidade, junto a outras instituições, pede uma regulamentação específica, já que o uso incorreto desses produtos pode provocar danos aos dentes e ao resto do organismo.


"Os clareadores caseiros possuem as mesmas substâncias químicas presentes na fórmula daqueles que são usados dentro dos consultórios", explica o dentista Milton Raposo Júnior, especialista em estética e reabilitação oral da MR Estética Dental, em São Paulo. "Não é que o produto vendido na farmácia não seja bom. O problema está na maneira que as pessoas costumam usá-lo. Sem que haja um acompanhamento há o risco de diversos problemas de saúde", justifica. A dose das substâncias usadas e o tempo de tratamento — algo que só pode ser bem controlado por um profissional — fazem toda a diferença.


O risco do uso indiscriminado pega desde os dentes até o estômago. Tais produtos podem gerar hipersensibilidade dentária, tanto pelo contato com alimentos quentes ou frios como pela aspiração do ar, retração da gengiva e até mesmo problemas de canal. Outras partes do corpo são potencialmente afetadas, sobretudo o estômago, já que os adesivos podem liberar compostos que, uma vez engolidos, são capazes de irritar a mucosa gástrica.


A Anvisa já realizou encontros com instituições e especialistas para delinear uma legislação a respeito. Isso deve ocorrer nos próximos meses.


Por dentro do mundo dos clareadores 
As três formas de clarear os dentes mais utilizadas hoje são o tratamento a laser, o uso de placas dentárias e os já citados adesivos vendidos em farmácia. Só o laser, porém, é totalmente aplicado dentro dos consultórios — portanto, é o único em que há total controle pelo dentista. Já a placa é um molde em que o paciente leva para casa o produto e o aplica por tempo determinado pelo especialista, voltando após alguns dias ao consultório com o intuito de verificar a resposta. Os adesivos dispensam o profissional, mas podem cobrar um preço à saúde, mesmo que sejam mais baratos em comparação com os outros. O dentista Milton Raposo lembra, porém, que todos os tratamentos são capazes de provocar danos quando mal empregados.

 

Portanto, se você quer clarear os dentes, vale a pena pesar com o especialista o que atenderia a sua demanda, sem partir para uma obsessão pela brancura total. "As pessoas hoje querem dentes cada vez mais claros e quase impossíveis de se conseguir", comenta o dentista José Luis Bretos, diretor científico do Núcleo de Estudos Odontológicos (NEO) e doutor de ciência e saúde pela Universidade Federal de São Paulo. Lembre-se: aparência não é tudo em matéria de sorriso. De que adiantam dentes branquinhos por fora e totalmente corrompidos por dentro?

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